… _____ ainda há goivos e anémonas
” cheguei há pouco do amor(cidade de gaivotas loucas e luzes cegas).”
João Luís Barreto Guimarães
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quantas vezes se diz adeus?! senta .se na incerteza de um lenço sob este azul magoado .
a cidade estremece à voz do barqueiro. sobre a terra o sol crepita lentamente o último sono . há vozes que chegam da lonjura do olhar . parecem domesticadas como os gatos que se acostam ao gesto distraído do dono. . a tarde faz .se devagar sobre a sua pele veste .se da hegemonia da luz e carrega as palavras de um livro pousado ao acaso sobre a mesa.
a varanda é feita de poentes onde a água treme ao soluço dos naufrágios . a buganvília não floriu .talvez a fome a desbaste até à extremidade da raiz .talvez o sódio das paredes se entranhe pelo caule . mas há goivos e anémonas ateados a sílabas antigas .de um fulgor absoluto .passa um pássaro atravessado de luz .desmesurado e excessivo na boca do sol . acerta o olhar sobre o tempo dos barcos . do mistério nunca desvendado da canção dos búzios e adormece nos ponteiros da tarde .
um desvario de asas agiganta .a de espanto . pouco a pouco percebe . a nudez inocente do azul é engolida ao pronunciar da sombra . entra. já não há livros para escrever . dói .lhe a casa na palidez do branco . a gata permanece imóvel à habituação das mãos . finge a serenidade dos lugares desprovidos de paixão .
quantas vezes um lenço se agita à janela da alma?!… ao regresso alarmado dos pássaros recomeça a escrever… e os goivos estremecem desde o chão .


muito bonito , como sempre…
beijinhos
murcham os goivos e as anémonas, tão fragéis .-se ao inesperado dos ventos .
celebra-se a ironia do verão .o tempo solar e este ópio de dor que não morre em setembro .
são agudas as horas. e eternas .como um espinho cravado na garganta do mar .
feliz pela sua trajectoria por cá…
deixo .lhe um beijo
asíul
apenas para que saiba….
passo sempre por cá, normalmente suas palavras soam em mim como eco_____________habitualmente me identifico na semântica dos seus escritos, sei também que de facto ultimamente raramente assinalo esta minha passagem … simplesmente porque andam ausentes as palavras de mim.
De facto a ironia do verão enche.nos o dia de luz, mesmo com dor , tento esboçar um sorriso de gratidão pela dádiva de ainda persistir…
obrigada pelas suas palavras,
um beijo
obrigada @eu
pelas palavras e pela constãncia.
um dia deixarei que a febre das palavras me abandone . terei então encontrado uma casa de silêncio maior.
as horas são longas para entreter o coração. 11 de dias que se alongam quando as sombras se pronunciam mais densas. por isso menos visível por aqui. ainda assim este blogue é ainda árvore de uma raíz que não morre.
exausta vou consumindo restos de um doce veneno que me alimenta a insónia.
um beijo. fique bem.
asíul
Não!!! não deixe que as palavras se ausentem de si, seria um talento desperdiçado, uma perca irremediável para todos nós!!
Pense em escrever, editar um livro…e não se esqueça de nos convidar para a sessão de lançamento!
um beijo e força,,,
deixo-lhe um beijo.
asíul